Projeto Quinta das PICs – Plantas Medicinais e Fitoterapia

Projeto Quinta das PICs – Plantas Medicinais e Fitoterapia

A Fitoterapia é uma “terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal”. Seu uso é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos
primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações. Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças. Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas no que se refere à atenção primária de saúde. Ao lado disso, destaca-se a participação dos países em desenvolvimento nesse processo, já que possuem 67% das espécies vegetais do mundo. O Brasil possui grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica, como a maior diversidade vegetal do mundo, ampla sociodiversidade, uso de plantas medicinais vinculado ao conhecimento tradicional e tecnologia para validar cientificamente este conhecimento.

Segundo a Anvisa, são considerados medicamentos fitoterápicos, os obtidos com emprego exclusivo de matérias-primas ativas vegetais, sendo que aquele que inclui na sua composição ativos isolados, sejam sintéticos ou naturais, e ou associações dessas com extratos vegetais, não são considerados medicamentos fitoterápicos. Assim como todos os medicamentos, os fitoterápicos, são caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. A eficácia e a segurança dos fitoterápicos também devem ser validadas através de levantamentos etnofarmacológicos, com estudos inclusive sobre seus efeitos farmacológicos e toxicológicos.

Outro ponto importante a respeito dos fitoterápicos é a garantia de qualidade que deve ser alcançada mediante o controle das matérias-primas, do produto final, das embalagens e de estudos de estabilidade.

Nesse âmbito, no Brasil temos algumas portarias, programas e publicações relacionados a prática da fitoterapia, abaixo seguem alguns deles:

  • A Fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisas de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos
  • Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos criada em 2006, pelo Decreto n°5.813
  • Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos – Portaria Interministerial n° 2.960-2008

Trazemos para vocês o filme do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, assista clicando no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=236&v=MN_Ah6DrFPE

 

Vale referir também sobre a Abfit – Associação Brasileira de Fitoterapia, que foi criada em 1998 e que tem caráter técnico-científico dedicado ao desenvolvimento de processos e procedimentos relacionados com o aproveitamento das plantas medicinais, com conservação da biodiversidade e preservação das culturas tradicionais. Na Abift você encontra também cursos de pós- graduação em fitoterapia e cursos de extensão na área, além de informações sobre congressos, além de um link para banco de plantas que busca trazer informações sobre espécies nativas e exóticas.

 

Como todas as Práticas Integrativas e Complementares, a Fitoterapia depende de muito estudo para sua realização de maneira segura e eficaz. Saber a procedência do fitoterápico que se está usando, bem como as formas corretas de uso e de preparo também são ações que podem garantir um bom resultado na utilização dos fitoterápicos.

 

Vamos ficando por aqui e retornaremos semana que vem com mais uma prática para vocês.

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