Atividade foi recentemente reconhecida pelo SUS como prática integrativa e complementar

Atividade foi recentemente reconhecida pelo SUS como prática integrativa e complementar

Atividade foi recentemente reconhecida pelo SUS como prática integrativa e complementar
24/06/2018 – 19:00
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Ana Cecília Melo atende uma paciente: “O fato de a geoterapia ser reconhecida pelo SUS deve fazê-la ficar mais conhecida” (Foto: Fabio Lima/O Popular)
Banhos de lamas medicinais costumam fazer a festa do álbum de fotos de turistas por todo mundo. Acreditando ou não no poder deles, tem quem se lambuze mais pelo registro fotográfico do que pelos propalados efeitos terapêuticos da prática. O que pouca gente sabe é que a geoterapia – terapia que usa terra, argila e cristais para reequilibrar o organismo – foi recentemente reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como prática integrativa e complementar.

O tratamento holístico e natural defende que os frutos da terra podem ser utilizados como ferramentas equilibrantes. O uso da argila (ou barro) no combate às doenças é também um dos recursos mais antigos e tradicionais da humanidade. Os povos antigos utilizavam a geoterapia para amenizar e cuidar de desequilíbrios físicos e emocionais. “O fato de ser reconhecida pelo SUS deve fazê-la ficar mais conhecida. Hoje, seu uso, em especial com a argila, fica quase sempre restrita a fins estéticos”, explica a enfermeira acupunturista Ana Cecília Coelho Melo, de 52 anos.

A profissional costuma indicar a seus pacientes de acupuntura o uso da argila como um complemento associado com a aromaterapia, utilização de óleos essenciais e outro tipo de fragrâncias com o objetivo de melhorar o bem-estar físico e psicológico do cliente. “Muitas vezes é preciso convencer o paciente a testar a geoterapia. Há uma certa resistência. Brinco que é mais fácil colocar uma agulha no corpo da pessoa do que a argila. Mas, quem faz, gosta do resultado e costuma voltar”, conta.

Os adeptos garantem que a geoterapia é bastante eficaz como complemento no tratamento de problemas como psoríase, diabetes e doenças intestinais, além de auxiliar nos efeitos da menstruação, como cólicas ou TPM. Por meio da argila, um dos compostos mais utilizados nas sessões, haveria uma troca da energia dos minerais na região doente, resultando na melhora da circulação sanguínea. As propriedades terapêuticas da prática se fundamentam no suposto poder regenerador que tem a terra, rica fonte de minerais.

A advogada Patrícia Curado, de 59 anos, nunca tinha ouvido falar da terapia até procurar por uma sessão de acupuntura. Convencida pela terapeuta, deu uma chance para uma sessão com argila verde, indicada para retirar o excesso de oleosidade do corpo. Ela conta ter ficado feliz com o resultado. “Foi uma sensação prazerosa e gostei muito do resultado estético, com uma sensação de calma na pele”, conta. Para ela, tanto a acupuntura quanto a geoterapia se tornaram aliadas no combate ao estresse.

Para os adeptos, a explicação para os benefícios está no poder da argila de retirar do organismo as energias negativas e de transferir energia vital para as áreas afetadas. Em clínicas naturalistas, a argila tem sido amplamente utilizada, sozinha ou associada a outros elementos. No caso da geoterapia estética, a máscara de argila é aplicada para promover a estimulação das células da pele. O uso de pedras e cristais como ferramentas equilibrantes também faz parte das sessões terapêuticas.

Cardápio de argila

Lama vulcânica, argila branca, verde e rosa. Nas casas especializadas, há um verdadeiro cardápio de opções para os clientes. “Cada tipo varia em coloração e composição mineral, sendo especificamente indicadas para diferentes tipos de pele e organismo”, explica Marciel Nunes de Oliveira, de 34 anos, dono de uma loja especializada em suprimentos para acupuntura e terapias holísticas. Segundo ele, a maioria compra argila para uso estético.

Os benefícios para a pele são conhecidos há anos. Os egípcios, por exemplo, a usavam como componente para a mumificação. Já os gregos se serviam da argila quente para auxiliar no combate às dores reumáticas. “Aqui no spa, ela é muito utilizada nos tratamentos faciais. Mas a versatilidade da argila possibilita tanto o uso estético como terapêutico”, explica a terapeuta Flávia Cintia Xavier, de 39 anos.

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Flávia Cintia: argila tem uso versátil (Foto: Zuhair Mohamad / O Popular)

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